Médica presa sob suspeita de homicídio “mandava e desmandava” na UTI, confirma colega


Funcionários afirmaram que os 14 leitos da UTI geral do Hospital Evangélico de Curitiba eram uma espécie de "reino" da médica Virgínia Helena Soares Souza. A médica foi indiciada e presa sob suspeita de homicídio qualificado. "Ela mandava e desmandava naquele lugar", disse ao jornal “Folha de São Paulo” um dos profissionais que trabalhava com ela. A polícia diz que há indícios de que pacientes do SUS tenham sido mortos como forma de "liberar" vagas na UTI para pacientes que pagariam pelo serviço. A polícia suspeita que aparelhos foram desligados e medicações foram suspensas. Segundo os funcionários, a médica costumava gritar e acertar "tamancadas" em quem cometia erros ou a desagradava. Também fumava nos leitos e na sua sala, em frente à UTI. Em 2011, Virgínia Souza foi afastada por um mês após discutir com uma colega. O marido dela, que também trabalhou no hospital, morreu num dos leitos.

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